Por Joyce Zhou e Yew Lun Tian
HONG KONG/PEQUIM, 8 de janeiro (Reuters) – Viajantes entraram na China por via aérea, terrestre e marítima neste domingo, muitos ansiosos por reencontros há muito esperados, com Pequim reabrindo fronteiras que estiveram praticamente fechadas desde o início da pandemia de COVID-19.
Após três anos, a China continental reabriu as passagens marítimas e terrestres com Hong Kong e pôs fim à exigência de quarentena para viajantes que chegassem ao país, desmantelando o último pilar de uma política de COVID zero que havia protegido os 1,4 bilhão de habitantes da China do vírus, mas também os isolado do resto do mundo.
O relaxamento, por parte da China no último mês, de um dos regimes de combate à COVID-19 mais rígidos do mundo ocorreu após protestos históricos contra uma política que incluía testes frequentes, restrições à circulação e confinamentos em massa, que prejudicaram gravemente a segunda maior economia do mundo.
Longas filas se formaram nos balcões de check-in do aeroporto internacional de Hong Kong para voos com destino a cidades da China continental, incluindo Pequim, Tianjin e Xiamen. Veículos de comunicação de Hong Kong estimaram que milhares de pessoas estavam cruzando a fronteira.
“Estou tão feliz, tão feliz, tão animada. Não vejo meus pais há muitos anos”, disse Teresa Chow, residente de Hong Kong, enquanto ela e dezenas de outros viajantes se preparavam para cruzar para a China continental pelo posto de controle de Lok Ma Chau, em Hong Kong.
“Meus pais não estão bem de saúde e eu não pude voltar a vê-los nem mesmo quando tiveram câncer de cólon, então estou muito feliz por poder voltar e vê-los agora”, disse ela.
Os investidores esperam que a reabertura revitalize uma economia de 17 trilhões de dólares que sofre com o crescimento mais lento em quase meio século. Mas a abrupta mudança de política desencadeou uma onda massiva de infecções que está sobrecarregando alguns hospitais e causando interrupções nos negócios.
https://www.reuters.com/world/china/china-reopens-borders-final-farewell-zero-covid-2023-01-08
Data da publicação: 07/02/2023